terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mundos Paralelos, Capítulo 1


Capítulo 1


- SOCORRO! ME AJUDE!
Eu abri os olhos, era mais uma noite sem conseguir dormir, era por causa de vozes que estavam em minha cabeça, seriam pesadelos, algum sinal, ou apenas loucura.
Escutar vozes é algo normal para mim, mas isso esta sendo muito frequente, já está me deixando preocupada. Essa sou eu, Alice Parker, já se passaram dois meses que me mudei junto com minha mãe Michelle Parker, tenho 17 anos, cabelo curto e castanho, não tenho amigos, não sou uma pessoa muito sociável e tenho problemas paranormais, tento pensar que essas pessoas me chamando e gritando é apenas um pesadelo que não acaba. Tenho vários defeitos, mas com essas vozes eu penso, o que uma menina cursando e terceiro ano poderia ajudar? Não consigo entender o significado.
Algo estranho aconteceu ontem, aproveitando meu final de semana, eu estava andando junto com meu gato Shadow, quando ele saiu correndo e subiu em uma árvore. Amo animais, mas mesmo assim eles realmente me odeiam, a chuva se aproximava, tentei me arriscar a subir na árvore e chamar Shadow para descer, e mesmo assim isso não deu muito certo. Foi em uma noite, quando eu estava perseguindo meu precioso gato que pude conhecer ele.
- Alô? Mãe? Me desculpa, aquele gato subiu na árvore e não quer descer. Se eu irritei ele? ... É claro que não... Pode trazer uma escada? Estou preocupada que ela caia, tchau.
A chuva estava começando a engrossar, eu apenas estava olhando para meu gato, o lugar estava escuro, foi quando escutei algo caindo perto de mim, aquilo realmente me assustou, era um menino, ele estava de costas e carregando meu gato, não sabia de onde ele veio, será que foi da árvore? Não pode ser!
- Com licença... esse gato...
Quando o relâmpago caiu, nesse momento o garoto se virou, ele tinha um olhar assustador, aparecendo de repente do topo da árvore era mesmo um cara estranho, ele apenas desapareceu depois de resgatar o meu gato e sua cara e braço estavam cobertos de sangue, queria ter agradecido, essa foi a primeira vez que eu o encontrei.
Não consegui parar de pensar nele, queria saber mais sobre ele. No outro dia teria aula, era apenas um dia normal de escola, tinha acabado de tocar o sinal e a professora estava pronta para dar a aula, ela era Michelle, sim... A minha mãe era minha professora, no começo eu não gostava, mas já me acostumei com isso. Ela foi interrompida pelo barulho de passos correndo pelo corredor e abrindo a porta da sala com presa.
- Desculpa pelo atraso professora, eu perdi a hora! – Ele falava ofegante devido à correria.
- É seu primeiro dia de aula e já está acontecendo isso Johnny, arrume seu despertador. Bem... Classe esse é o aluno que faltava, todos sabem que Johnny teve alguns problemas de saúde e esteve faltando todos esses dias para se recuperar, todos, por favor, sejam gentis com ele.
- Isso não vai acontecer de novo professora, vou me sentar.
A sala estava barulhenta, era algo repentino, eles ficavam cochichando e segurando risos, quando um aluno falou:
- Acho que não tem despertador na igreja!
Johnny lançou um olhar como se fosse atacar, mas acabou se sentando e ignorando a ofensa, foi rápido, mas nossos olhos se chocaram, eu senti um arrepio, era o cara de ontem, os olhos de meu colega de classe pareciam de um felino, era algo assustador, mas logo ele se sentou ao meu lado e voltou ao normal e nesse instante eu reparei que era um azul tão profundo como o céu, me senti tranquila.
No recreio os alunos conversavam entre si sobre o aluno misterioso:
- Ei, você, vá falar com ele.
- Sem chance, ele acabou de me encarar durante um segundo.
- Ele é realmente assustador, e seus olhos parecem de um animal selvagem, ele gosta de nos encarar? Isso me dá medo.
- Não, esses olhos devem ser de alguém que já cometeu assassinato.
- Eu sei o que quer dizer ele parece que se droga todo dia – risos.
Eu estava sentada do lado dele quando os alunos começaram a falar isso, todos se assustaram quando ele se levantou da carteira de modo que fizesse um barulho muito alto e chama-se a atenção de todos, pensei que ele iria falar ou fazer alguma coisa, mas ele apenas saiu da sala, e não voltou mais.
- Ei, vocês não estão sendo meio grosseiros? Falando pelas costas dele. Mesmo se ele parece assustador, é só sua aparência.
Eu acabei brigando com os meninos da sala, mas acho que fiz a coisa certa. E assim as aulas acabaram bem rápido aquele dia.
- Cabelos pretos, pele branca e profundos olhos azuis – eu ficava um pouco vermelha quando se lembrava de Johnny – mas porque você está perguntando isso mãe?
- Por nada, parece que você prestou bastante atenção nele na minha aula, está interessada?
- Não, só achei que ele é um estranho, parecia não querer estar ali depois da terceira aula ele acabou dormindo na carteira e você acabou dando bronca nele, é um relaxado isso sim. Ah! Foi ele que pegou o Shadow na árvore, tenho que agradecer ele.
- Os outros professores disseram que ele pode ser assim, mas é um bom aluno, então tente se dar bem com ele, parece que a sala não teve uma boa impressão dele e isso me preocupa.
- Eu estava pensando em uma coisa, porque falaram pra ele ‘’não tem relógio na igreja’’? Porque igreja?
- É porque ele mora com o padre Francisco, a mãe dele morreu ao dar a luz e não se sabe quem é o pai, ele vive junto com seu irmão.
- Irmão?
- Sim, ele tem um irmão gêmeo, mas ele já se formou, Johnny repetiu de ano.
- Com certeza! Ele não me parece muito estudioso. Vamos ir para escola logo, porque você insiste em falar que gosto dele, eu só acho ele bonito.
Eu queria me aproximar, ele estava sozinho em uma parte da escola, era minha oportunidade, mas o que eu deveria dizer? Algo como ‘’Obrigada por ontem’’, e se ele for uma pessoa assustadora, ele irá me ignorar. Ele é tão assustador assim? Talvez eu seja esquisita, meu gato até ficou apegado a ele.
Acabei derrubando meu material, fazendo com que ele virasse assustado.
- Me desculpe por te assustar, eu sou Alice, da mesma sala que você, se lembra de ter resgatado um gato? Muito obrigada por isso! Fiquei surpresa de ter conseguido te encontrar de novo.
Sem dizer nada ele me ajuda a pegar meu material, seu rosto estava muito perto do meu, quando terminei de falar ele se aproxima ainda mais do meu rosto, me deixando paralisada, aquela reação me assustou, fiquei com aqueles olhos marcantes e fixo aos meus, e ele me pergunta com voz rouca:
- Você não tem medo de mim?

Continua... 

2 comentários:

  1. Achei que foi um ótimo começo e espero que ao decorrer da história me surpreenda cada vez mais.

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    1. QUE BOM QUE GOSTOU ESPERO QUE GOSTE DO PROXIMO CAPITULO

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